poluição do ar

Nas profundezas do ar: os efeitos da poluição atmosférica na nossa saúde

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, fique atento aos perigos das emissões de poluentes atmosféricos!

Por ana clara faria
Poluição do ar
Ilustração: Ana Clara Faria

Estamos imersos em uma camada de ar que envolve a superfície terrestre e que mantém a vida no planeta: a atmosfera, um “mar” de gases e partículas sólidas, garante a respiração dos seres vivos e o equilíbrio da temperatura e pressão da Terra. E é justamente por estarmos imersos na atmosfera que precisamos cuidar bem dela! Este ano, o tema da campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Dia Mundial do Meio Ambiente é a poluição do ar; o objetivo é conscientizar a população sobre os efeitos negativos da alta concentração de poluentes na atmosfera.

Os impactos na nossa saúde, afinal, são preocupantes: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar é responsável por cerca de 7 milhões de mortes a cada ano no mundo, aumentando o risco de AVC e doenças cardíacas e respiratórias.

Mortes por ano relacionadas à poluição atmosférica (no mundo)

De onde vem?

poluentes atmosféricos

Os principais poluentes atmosféricos são o dióxido de nitrogênio (NO2), dióxido sulfúrico (SO2), ozônio (O3) e material particulado (ou seja, partículas sólidas ou líquidas que ficam suspensas no ar). De acordo com a OMS, 9 em cada 10 pessoas no mundo respiram ar com altas concentrações de poluentes atmosféricos.

O problema afeta principalmente países de renda média e baixa, que não adotam medidas suficientes de controle da poluição atmosférica. A origem das emissões de poluentes pode estar, inclusive, nas próprias casas: a OMS afirma que mais de 40% da população mundial não tem acesso a tecnologias limpas para tarefas domésticas diárias, como cozinhar, aquecer e iluminar as residências. Os gases nocivos também têm origem em atividades industriais, agrícolas, meios de transporte e, ainda, na disposição inadequada de resíduos.

Veja abaixo alguns exemplos de atividades humanas que geram poluentes atmosféricos:

A administradora Natalie Unterstell, mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Harvard e especialista em mudanças climáticas, afirma que, no Brasil, o setor de transporte é uma das áreas mais problemáticas envolvendo a emissão de poluentes. “No nosso país, diferentemente de outros lugares, a energia que acessamos nas nossas casas, em geral, já é uma energia limpa. O problema, de fato, são nossas escolhas em relação ao transporte; a maior fonte de poluição do ar são os combustíveis fósseis usados em veículos”, comenta.


Para onde vai?

Toda essa poluição, embora não seja sempre percebida por nós, é nociva para nosso corpo e nossa saúde. Os poluentes no ar podem causar doenças no pulmão, no coração e, até mesmo, no sistema nervoso.

De acordo com dados da OMS, a poluição do ar aumenta o risco de enfermidades como:

  • Doenças e infecções respiratórias (como doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão, pneumonia e asma);
  • Doenças cardíacas;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Prejuízos ao sistema neurológico e ao desenvolvimento cognitivo.

E o que podemos fazer?

A boa notícia é que nós podemos reduzir os impactos negativos da poluição do ar adotando medidas simples de preservação ambiental. Natalie destaca que uma das formas de aplicar essas medidas na prática é mudando nossos hábitos de transporte:

“Podemos mudar o tipo de motor dos veículos; quanto mais usarmos carros elétricos, por exemplo, melhor. Ou podemos mudar o combustível; um carro movido a diesel é muito mais poluente do que um carro mais novo ― que usa etanol ou outro tipo de combustível.”

Natalie Unterstell, mestre em políticas públicas pela Universidade de Harvard e especialista em mudanças climáticas

A especialista afirma que a redução dos poluentes atmosféricos também deve ser uma prioridade na agenda das autoridades: “O principal papel das políticas públicas é garantir que tenhamos um padrão de qualidade do ar compatível com nossa saúde”, observa Natalie. “É um problema invisível, silencioso, então realmente devemos cobrar as autoridades para que as decisões [governamentais] levem em conta a saúde e o meio ambiente”, conclui.

Veja algumas ações simples que ajudam a reduzir os impactos da poluição atmosférica:
  • Reduzir o consumo de carne;
  • Reduzir o desperdício de alimentos;
  • Reciclar o lixo e optar por alternativas mais sustentáveis de destinação de resíduos, como a compostagem do lixo orgânico (não queime o lixo!);
  • Utilizar meios de transporte que gerem menores impactos ao meio ambiente, como bicicletas;
  • Troque o carro por percursos a pé;
  • Se usar carro, procure dirigir fora dos horários de pico;
  • Quando possível, utilizar fontes de energia renováveis e adquirir produtos com certificação de qualidade e eficiência energética;
  • Lembre-se de desligar as luzes e os equipamentos eletrônicos quando não estiverem em uso.

Você pode encontrar mais dicas no site da Organização Mundial da Saúde e da ONU Meio Ambiente.

 

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